Sanctuary

"Rhoda desde muito cedo soube o quando é difícil ser diferente. Após um grave evento no passado dela, ela decidiu cortar relações com os humanos e não-humanos, mas o destino quis que ela salvasse Selina que estava em perigo. Sem saber bem porquê, Rhoda, viajou com ela até Flotsam onde começou a desenvolver uma grande amizade com ela. Contudo, na fuga que tiveram de fazer à pressa o destino quis que o caminho delas e da Scoia'tael cruzassem, onde Rhoda conhece em primeira mão Iorveth, o líder Scoia'tael." [Original, The Witcher]

Personagens


Rhoda

Amaldiçoada mesmo antes de nascer. Rhoda não teve uma infância fácil. Por receio os seus pais abandonaram-na quando ainda era uma adolescente. Mas o destino não quis ser cruel com ela ainda e foi adotada pela família do seu futuro marido Joshua onde os dois passaram bons anos até nascer o seu primeiro filho, mas algo fez a mudar para sempre.   

Selina

Uma jovem madura para a idade que tem. Filha de uma elfa médica e pai humano, que morreu na guerra, não teve uma vida fácil. Segui os passos da mãe na medicina. Após a morte da mãe, na fuga os caminhos de ela e Rhoda cruzam-se e algo muda nas vidas das duas.  

Iorveth

Um elfo de Aen Seidhe e o último comandante da Scoia'tael. Ele é um habilidoso arqueiro, mas também um espadachim. Tem orgulho da sua raça e luta pela igualdade dos não humanos entre os humanos. Despreza qualquer humano, mas o caminho dele cruza-se com de Rhoda e Selina. 

Lierin

Uma jovem elfa que foi salva por Iorveth e que desde então tem vivido no acampamento, mas ultimamente as ações dela não tem sido as melhores. 

Erin

Uma jovem humana herbalista que vive com o pai cego, efeito da guerra. Mora nas redondezas da vila de Flotsam num local pantanoso. Ela fornece ervas medicinais à Scoia'tael em troca de dinheiro. Rhoda aparece no caminho dela de forma inesperada e salva quando precisou.

Cedric

Um elfo que pertence ao comando de Iorveth. Um habilidoso scout, que conhece a floresta de Flotsam como a palma da sua mão, mas também é um bom espadachim e arqueiro. Treina novos esquilos na Scoia'tael para integrarem-se em grupos para missões. Ao conhecer Selina, algo dentro dele muda. 

Adamar

Um jovem elfo recém chega ao acampamento, onde a vida até agora não tinha sido boa para ele. Conhece Rhoda numa altura que ainda está intrega-se como os restantes Scoia'taels. Mas um erro durante uma missão, faz mudar algo.

Ilthuryn

Um souleater puro. Que tem habilidade de adquirir qualquer forma, seja humana, elfo, anão, etc. Os caminhos dele e Rhoda cruzaram-se numa época negra onde nada importava e devido a isso ele desenvolveu um certo afeto por ela, apesar de não passar de um ser incapaz de sentir sentimentos. Mas a mudança de Rhoda faz que ele fica-se magoado e vá atrás dela para que ela volte ao que eram antes.  

Gonder

Um antigo membro da Scoia'tael que tem um estábulo de cavalos. Conhece Rhoda numa altura em que ela precisava de trabalho. Durante o tempo que esteve lá Rhoda consegue mudar a opinião dele em relação a ela.

Eloimaya

Elfa que mora em Flotsam e é cozinheira a dias de Gonder. Ela tem um certa simpatia com Scoia'tael, mas é bastante discreta nesse ponto. Conhece Rhoda após Gonder contratá-la para o estábulo.

Anhaern

Elfa amiga de longa data de Iorveth. Ela e o seu grupo são muito habilidosos em emboscadas. Despreza qualquer humano e mata sem hesitar. A presença de Rhoda no acampamento aos olhos dela é vista como uma ameaça, ficando sempre com pé atrás das intenções dela.

Margot

Proprietária do bordel em Flotsam. Ela colabora discretamente com a Scoia'tael. Conhece Rhoda e Selina numa ocasião em que uma das suas raparigas têm um problema.

Mago Bom

…….

Mago Mau

…….

Prólogo

[OP - Simple and Clean]

Numa noite de luar, uma jovem rapariga corria apressadamente entrando no pântano. Sem prestar muita atenção à sua volta, havia alguém ou alguma coisa que observava atentamente, à espera pacientemente.

Atrás da jovem, um grupo de três jovens rapazes corriam atrás dela. A distância entre a jovem e o grupo de rapazes ficava cada vez mais curta a cada passo, até que um deles consegue apanhá-la encostando-a a uma árvore, ficando rodeada pelos três.

O ser que observa pacientemente viu o medo no rosto da jovem e a malícia nos rapazes. O rapaz que a tinha apanhado num movimento violento agarra na camisola da jovem rasgando-a expondo os seios delicados dela. Ela tentou esconder mas o rapaz não deixou, esboçando um pequeno sorriso. A voz fina dela que chamava por ajuda perdia-se no denso pântano.

A jovem viu que não ia ter escapatória, no rosto dela várias lágrimas escorriam dos olhos. Mas algo chamou atenção dela, viu um vulto negro com olhos verdes brilhantes entre as árvores a observar, onde num piscar de olhos desapareceu entre as árvores viu dois dos rapazes a transformarem-se em cinzas deixando o outro apavorado afastando-se da jovem começando a correr para a saída do pântano mas sem muito êxito.

O vulto voltou de novo para junto da jovem, em que a jovem olhava nos olhos brilhantes do vulto sem mostrar medo tapando os seios com os braços. No momento em que o vulto ia atacar a jovem fecha os olhos lentamente mostrando uma certa tranquilidade no rosto, que por algum motivo fez deter o vulto de atacar, tomando a sua forma humana feminina.

A jovem abre os olhos ficando surpresa com a mulher à sua frente que olhava com neutralidade. Ela dá à jovem um pedaço de tecido para poder cobrir-se, começando a afastar-se da jovem, que levanta-se do chão, agradecendo numa voz doce. A mulher pára voltando-se para a jovem um pouco surpreendida.

- Isto não é lugar para jovens raparigas se aventurarem.

- Eu sei, mas não tive outra saída senão vir para aqui.

- Hum...

- Infelizmente não posso voltar para casa. - Olhando para mulher pensativa. - Podíamos viajar as duas juntas. Eu tenho conhecimentos em medicina e ….

- Do que estás a falar? Tu não me conheces. Aliás tu por acaso sabes o que sou? - Interrompendo-a num tom sério.

- Sim sei o que és. És uma souleater, mas um pouco diferente do que li. - Num tom firme.

- Como tens a certeza de que sou diferente e que não irei matar-te assim que voltares costas?

- Certeza não tenho, mas alguma coisa fez-te deter de matar-me alguns minutos atrás. - Fazendo uma pausa. - Eu não tenho medo do que tu és. Aliás o meu instinto diz-me que não és nenhum monstro, apenas uma humana que quer ser compreendida, e ser aceite pelo que é, nada mais.

A mulher ficou pensativa em silêncio durante algum tempo antes de falar de novo.

- Eu sou uma nómada, por isso não tenho um lugar a que chame de casa propriamente. 

- Não há problema. Eu sei de um sítio em que podemos viver as duas sem problemas. E ainda podes fazer dinheiro para teu benefício.

- E aonde fica esse sítio?

- Fica em Flotsam, mais corretamente nos arredores de Flotsam.

- Toma, veste isto. - Despiu o casaco que tinha vestido. - A viagem vai ser longa e não irás querer ter de novo outro episódio igual ao de hoje, verdade?

- Obrigada. - Pegando e vestindo o casaco. - Eu sou a Selina.

- Rhoda.

As duas foram ao cais que ficava um pouco afastado da cidade principal, lá Selina falou com o capitão, pedindo amavelmente que as deixa-se subir a bordo, mas este recusa o pedido dela querendo dinheiro em troca. Selina não tinha como pagar a portagem, mas Rhoda sem muitos rodeios pegou numa pequena bolsa de pele fechada e atira ao capitão que fica espantado, em que este dá-lhes passagem para entrar no barco que seguia viagem para Flotsam.

No barco existia muito mais homens do que mulheres a bordo, onde vários olhares curiosos muitas vezes encontravam o olhar de Rhoda mas eram desviados com intimidação dela. No ombro sentiu a cabeça de Selina que acabou por adormecer na viagem, nada disse ou fez, apenas pensou que por algum motivo o destino quis cruzar os caminhos delas.

[ED - Sanctuary]

Cap 01 - At the Edge

[OP - Simple and Clean]

Após dois dias de viagem, o sol brilhava alto em Flotsam. Assim que as duas puseram o pé em terra, Rhoda seguiu a Selina. Ela conhecia bem o trilho que caminhava, Rhoda observava a paisagem à sua volta, sem dúvida que a cor verde era a cor predominante neste apreciável cenário. Ouvi-o o chilrear dos pássaros atentamente. Qual teria sido a última vez que tinha ouvido tal som? Não se recorda.  

- Chegamos. - Olhando para Rhoda com pequeno sorriso.

A casa que apresentava-se há frente das duas há muito tinha perdido as cores, onde a relva selvagem agora tomava conta do perímetro do jardim. Rhoda reparou que Selina olhava para a casa com alguma nostalgia.

- Eu nasci nesta casa. - Tocando com cuidado na porta de madeira agora poeirenta. - Foram os melhores tempos que tive, até a vida mostrar-me a verdadeira realidade das coisas. - Abaixando o olhar para a maçaneta.

A jovem girou a maçaneta dando um clique e abriu a porta. Mesmo após estes anos todos as coisas continuavam no mesmo lugar quando teve de mudar.

- Sendo filha de uma elfa e de um humano, após a morte do meu pai, eu e a minha mãe não tivemos uma vida fácil. - Ficando de costas para Rhoda. - As pessoas podem ser muito cruéis por temerem aquilo que desconhecem ou simplesmente por seres diferente. - Fazendo uma breve pausa. - Mas sabes uma coisa. - Voltando para Rhoda com largo sorriso. - Não devemo-nos sentir inferiores por causa disso, mas sim especiais.   

Rhoda dá um pequeno sorriso porque vê algo em comum em que ela e Selina tiveram experiência.

- Bem, temos muito trabalho pela frente.

- Quando queres começar?

- Pode ser agora mesmo.

As duas pegaram em várias ferramentas de limpezas, onde os dias passaram a semanas até a restauração da casa ficar completa.

Cada noite que passavam juntas, as duas partilhavam pequenos episódios dos seus passados, aproximando-as mais. 

Durante o dia Selina visitava as redondezas e falava com as pessoas que precisavam de alguma atenção médica, enquanto Rhoda ia ver se existia trabalho para matar monstros. Uma noite quando a Selina acabava de preparar o jantar e de pôr a mesa, virou-se para Rhoda. 

- Posso fazer-te uma pergunta? - Um pouco insegura.

- Força.

- Eu li que os souleaters tem uma longevidade muito grande… e… - Fazendo uma pequena pausa a pensar. - Quantos anos tens, mesmo?

- Hum… Não me lembro bem… mas devo ter mais do que 150 anos.

- Isso é incrível. - Sentando-se à mesa com um certo brilho nos olhos. - Deves ter conhecido e falado com muita gente não?

- Nem por isso. Deves ser a primeira pessoa que interajo passado estes anos todos. 

- Mas porquê?

Selina notou que o rosto de Rhoda tomou uma expressão mais séria e não prosseguiu com a conversa. O silêncio entre as duas enquanto jantavam era pesado. Rhoda quando acabou de comer foi até à janela olhando o vazio da noite enquanto Selina lavava a loiça em silêncio.

- Eu preferi isolar-me da sociedade. - Quebrando o silêncio. - Todas as experiências que tive nunca foram boas.

- Sabes que nem todas as pessoas são iguais há maior parte. 

- Eu não acredito nisso. - Voltando-se. - Tu foste uma excepção.

- Eu posso provar-te que estás errada. Vem comigo amanhã e verás.

- Hum…. - A ponderar a sugestão de Selina. - Ok, porque não, afinal tenho todo o tempo do mundo. 

Na manhã seguinte Selina fez a sua ronda nos arredores de Flotsam acompanhada por Rhoda, que a primeira coisa que notou foi todas pessoas aproximavam delas cumprimentando-as, o que deixou Rhoda um pouco desconfortável. Uma jovem rapariga aproxima-se de Selina a pedir que fosse ver a mãe dela. As duas foram guiadas pela jovem, onde Rhoda ficou cá fora à espera dela. No tempo de espera ouviu um choro de um bebé ao colo da mãe, em que observou o rosto da mãe a desesperar por não conseguir acalmá-lo.

Rhoda aproximou-se da mãe e pediu se podia tentar acalmá-lo. Pegou nele com bastante cuidado, tocando no peito dele levemente acalmando-o. A mãe nada disse apenas olhou surpreendida. Os olhares entre Rhoda e a criança, fez com que ela revelasse um leve sorriso no rosto dela. 

Selina observava a cena com alguma ternura e a mãe da criança agradeceu a Rhoda que seguiu atentamente a mãe até perder de vista.

As duas regressaram a casa onde a Selina viu alguma nostalgia em Rhoda.

- Tens jeito com crianças.

- É normal. - Suspirando. - Eu já fui mãe…- Ficando alguns segundos em silêncio. - O que resta desse tempo são apenas as memórias, nada mais. - Olhando pela janela.

- Sim, é verdade. Só as memórias é que ficam.

Rhoda leva a mão ao peito, não por estar a doer mas sim porque, começou a sentir uma fome incontrolável. Selina começou aproximar-se de Rhoda mas esta pede para não aproximar-se, os olhos dela começam a tomar uma tonalidade verde brilhante.

- O que se passa? - Preocupada.

- A fome!!! - Tentando controlar-se. - Deve ser dos vários dias que não comi almas humanas. - Ajoelhando-se. - Eu não quero magoar-te Selina. Por favor, não fiques aqui comigo.

- Não irei abandonar-te. - Determinada em ajudar.

Selina agacha-se até Rhoda que com as duas mãos toca-lhe no rosto. Pede-lhe para inspirar e expirar com calma e que feche os olhos.

- Pensa na tua memória mais preciosa que tens e faz com que a força dessa memória feche a porta onde a fome quer sair. Lembra-te que és tu quem manda e não a fome.

As palavras de Selina interiorizaram-se na mente de Rhoda que gradualmente sentiu a fome a diminuir. Quando abriu os olhos viu o sorriso de Selina.

- O que fizeste foi muito arriscado. Eu podia ter-te matado.

- Sim eu sei, não aconteceu nada. 

- Qualquer das formas, obrigada.

- Não tens de quê, afinal somos amigas, verdade? Sempre que precisares de mim eu estarei aqui para ti. Mas acho que se fizeres um pouco de meditação sempre que sintas a fome vir, penso que irá ajudar-te.

As duas sem darem conta os meses passaram a anos onde tornaram-se cada vez mais inseparáveis. Na altura em que o inverno era mais rigoroso, Selina ficava a ler um livro ao pé da fogueira enquanto Rhoda observava pela janela o grande manto branco e apreciava o silêncio que trazia.

Sempre que dava para ir lá fora, Selina continuava a ajudar quem precisava enquanto Rhoda sempre que tinha tempo treinava arduamente, para não deixar de ficar em forma ou ponha em prática aquilo que Selina ensinava sobre medicina. Havia rumores que a Scoia'tael dominava a floresta de Flotsam, mas ainda ninguém tinha visto nada.

Num dia em que as duas vinham a caminho para casa, viram um fio de fumo no céu, apressaram-se até ao local, mas Rhoda deteve Selina onde observa e avalia a situação. No local encontravam-se um grupo de homens em que um deles Selina parecia conhecer. Rhoda diz a ela para avançar com cuidado em que estaria atenta para ajudá-la se precisasse. Selina avança com calma até ao homem que conhece.

- Afinal o que se passa aqui? Qual é o teu propósito aqui padrasto?

Ele juntamente com o grupo de seis homens voltaram-se para Selina, surpreendidos com a presença dela.

- A onde está o demonio que matou o teu irmão? - Num tom zangado.

- Do que estás a falar? Qual demonio? - Fazendo-se de ingênua para proteger Rhoda. - Aliás por acaso sabes o que o teu adorado filho queria fazer? Ele queria abusar de mim.

- Se o ia fazer é porque estavas a pedi-las. Tens a quem sair. - Rindo-se.

- Se achas isso. - Fechando o punho de raiva. - Foi bem feito ele ter morrido.

Selina sentiu uma forte dor na bochecha esquerda, que a fez cair no chão olhando para o padrasto com algum medo.

- Herdaste aquilo que a tua mãe tinha de mau nela, a ousadia e a estupidez.

O jovem do grupo mencionou que o demonio era capaz de ter possuído o corpo dela, já que altura Selina tinha interagido com o demonio.

Aos ouvidos do padrasto esta oportunidade é a desculpa perfeita para acabar aquilo que não conseguiu acabar no passado, matar a Selina. Aproximou-se dela tirando uma navalha do bolso com um olhar malicioso, a cada passo que dava a jovem ficava cada vez mais aterrorizada, mas nesse momento Rhoda avançou rapidamente já com a espada na mão matando dois homens do grupo num piscar de olhos.

O padrasto de Selina olhou surpreendido mas não deixou-se intimidar por Rhoda e mandou avançar os restantes homens do grupo, enquanto voltava ao que estava a fazer. Rhoda esquiva-se com muita facilidade do grupo matando um a um, mas por serem muitos demorava alcançar até Selina. Um grito vindo dela ecoou na mente de Rhoda que foi o rastilho para ela libertar o seu lado negro. Em segundos o restante grupo de homens foi reduzido a cinzas num piscar de olhos o que chamou a atenção do padrasto, o olhar malicioso que dantes tinha passou agora a ser de medo e terror.

Rhoda observa Selina e vê sangue nas roupas dela. Num acto de desespero o padrasto golpea na coxa direita, mas isso não faz com que ela ceda e sem hesitar reduz ele a cinzas. Aproxima-se de Selina na sua forma normal e vê a gravidade da ferida dela. Ao longe ouve vozes de pessoas aproximarem-se, ela sabia que podia matá-los a todos mas o tempo estava contra elas.

Rhoda fez um curativo rápido e pôs Selina às costas dela correndo o mais rápido para fora da zona, sabia que entrar na floresta era arriscado, mas era a melhor hipótese que tinham para fugir. Sem saber muito bem por onde ia, foi em direção onde ouvia um suposto riacho mas foi interceptada por uma flecha da Scoia'tael. Olhou em volta atenta e numa fracção de segundo esquivou-se de duas flechas que a fez tombar para o chão com Selina que gemeu quase inconsciente. Rhoda tomou uma posição defensiva há espera.

Nesse instante um elfo aparece acompanhado com outros elfos que apontavam flechas a elas.

- Qual é o teu assunto na minha floresta, dh'oine?

Rhoda permaneceu em silêncio durante algum tempo a pensar no que iria responder ao elfo.

- Por favor, salva a vida dela. - Num tom suplicante. - Em troca eu trabalho para ti.

O elfo observou Rhoda de cima abaixo intrigado com a proposta dela.       

- E por que devia aceitar a tua proposta, dh'oine? - Com tom sério, onde Rhoda permaneceu novamente em silêncio a pensar novamente no que iria responder. 

Num breve sinal com a cabeça dois jovens elfos que estavam escondidos entre os arbustos saem para atacar. O elfo ficou atento a observar. Rhoda avança até eles para afastá-los de Selina, bloqueando os ataques deles e contra atacando deixando-os inconscientes apenas. Foi nessa altura que apercebeu-se da grande mancha de sangue que tinha na coxa e sentiu as primeiras dores que vinham a passos largos. O corpo de Rhoda obrigou-a a pôr-se de joelhos no chão sem ela querer.

[ED - Sanctuary]

O elfo mais uma vez fez sinal com a cabeça e apareceram mais três jovens elfos, Rhoda num esforço levanta-se contra a vontade do corpo dela, mantendo uma posição defensiva começando a ficar com a visão turva e arfar com mais frequência sem perder a determinação no olhar. Mas o corpo dela cede onde fica imóvel no chão, a última coisa que vê antes de perder a consciência foi os jovens elfos a levarem Selina com eles.

Cap 02 - The Consequence